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7 erros que um casal não pode cometer 

 

 

NÃO LEVAR A SÉRIO OS VOTOS  CONJUGAIS QUE FIZERAM NO DIA DO PACTO. "Prometo te amar em qualquer circunstância até que a morte nos separe."


 PERMITIR QUE A FAMILIARIDADE GERE O DESRESPEITO. 
Um dos desafios no casamento, é manter o espírito romântico e a gentileza como quando os dois ainda eram namorados. Você ainda faz surpresas agradáveis para o seu cônjuge?
NÃO RECONHECER OS PRÓPRIOS ERROS E SEMPRE TRANSFERIR A CULPA PARA OUTRO. 
Quando o marido e a mulher não reconhecem os próprios erros, cada um constrói um inferno para o outro. Podemos chamar isso de suicídio conjugal. Lembre-se, o desejo de mudar é uma grande prova de amor. Quem mais se esforça para que o seu casamento seja cada dia melhor?


NÃO TER UM CONSELHEIRO. 
A Bíblia diz no livro de Provérbios que na multidão de conselheiros há segurança. Um conselho sábio pode livrar o casamento de uma tragédia.  Qual foi a ultima vez que você procurou alguém para pedir um conselho sobre uma questão relevante sobre o seu casamento?


IGNORAR O VALOR DA MESA DE JANTAR COMO LUGAR DE ENCONTRO E COMUNHNÃO. 
Os casais levam a sério a importância da mesa de jantar e desligam a TV, o computador e o telefone quando estão fazendo suas refeições, vivem melhor e são mais felizes. É comum na sua casa todos sentarem à mesa na hora das refeições?
NÃO PRÁTICAR O DIÁLOGO SEXUAL COM A FREQUÊNCIA NECESSÁRIA. 
Em qualquer área da vida, tudo o que é demais, não é bom. Porém, quando recebemos menos do que precisamos, é prejudicial. É um perigo quando o marido ou a esposa sempre sai de casa com uma carência crônica por falta de diálogo sexual. A frequência com que vocês praticam o diálogo sexual tem sido o suficiente?


VIVER UMA VIDA CONJUGAL DE FACHADA. 
A insatisfação pode livrar qualquer casal de um casamento sem graça. Sempre é possível melhorar, depende da atitude de cada um. O segredo não é encontrar a pessoa certa, mas ser a pessoa certa dentro do casamento. Você está vivendo o que demonstra para as pessoas?
Responda com sinceridade, qual a nota você daria para o seu casamento hoje? De 0 a 10.

 



Desejo Sexual

O Desejo Sexual varia entre as pessoas, por isso o importante é encontrar o par com o mesmo perfil sexual. 

Entenda os problemas de falta de desejo vivido pelas mulheres casadas

 
| Mulher | Sexualidade |



A atividade sexual pode ser dividida em 3 fases: desejo, excitação e orgasmo. O desejo sexual do ser humano adulto e consciente, ao contrário do que pensam alguns, não é uma simples pulsão fisiológica, como é o caso da fome ou da sede ou como funciona nos animais.

Começamos considerando o Desejo Sexual como um fenômeno subjetivo e comportamental extremamente complexo. Trata-se de uma atitude psíquica formada por três componentes principais; a biologia, a psicologia e a socialização. Todos três interagindo continuamente uns com os outros. 

Contribuem para a gênese do Desejo Sexual as fantasias sexuais, os sonhos sexuais, a iniciação à masturbação, o início do comportamento sexual, a receptividade do companheiro(a), as sensações genitais, as respostas aos sinais eróticos no meio ambiente, entre muitos outros fatores. 

Diante das pessoas com problemas sexuais que diariamente procuram ajuda, é necessário procurar entender se o caso diz respeito ao Desejo Sexual, ao Desempenho Sexual ou à ambos.

O Desejo Sexual, é o que dispõe a pessoa à atividade sexual e se compõe de 3 atitudes; a Motivação Sexual, a Aspiração Sexual e o Impulso Sexual. Do Desempenho Sexual participam a Excitação Sexual e o Orgasmo.
 Desejo Sexual
Talvez uma das coisas mais simples e mais importantes para se saber é o fato do Desejo Sexual variar muito de pessoa para pessoa, tendo alguns mais de uma relação sexual por dia, outros só de vez em quando. Assim, considerando o importantíssimo papel da sexualidade nas desavenças entre o casal, mais importante que tentar seguir um modelo culturalmente "normal" será encontrar um par com o mesmo perfil sexual.


Motivação e Aspiração Sexual
Parece que durante muitos séculos vingou a idéia de que a mulher não sentia (ou mulher honesta não deveria sentir) desejo sexual. Sexo era mais coisa de homem (ou de mulher pouco séria).

Infelizmente, essa idéia ainda faz parte do repertório cultural sobre a sexualidade complicando a vida de muitas pessoas. Da mesma forma, a sexualidade masculina também foi deturpada, de modo que o homem tinha de estar sempre disposto, como se fosse uma máquina sexual.

Alguns autores diferenciam a Motivação Sexual da Aspiração Sexual. A Motivação Sexual é impulsionada predominantemente elementos psicológicos. A pessoa, de fato, sente uma forte inclinação para a outra inspirada por seus requisitos pessoais. Podemos dizer que na Motivação a outra exerce forte atração erótica.  
 Motivação

 Aspiração

 A Aspiração Sexual obedece princípios predominantemente culturais, preenche seus "critérios" de par desejável. A pessoa aspira cumprir certos compromissos sexuais culturalmente desejáveis: não pode deixar de se envolver sexualmente com detrminada pessoa culturalmente tida como desejável.



Perseguindo o modelo cultural, quando o homem não desempenha o papel sexual atribuído a ele, macho a qualquer custo, antes de aceitar que sua performance sexual é diferenciada, sensível e exigente, culturalmente é convencido ser uma pessoa pouco viril.

Na verdade esse homem que se acha quase impotente pode não estar sentindo desejo por nenhuma mulher disponível ou não sente desejo aqui-e-agora com essa determinada mulher. Mas... para "não fazer feio" recorre ao médico em busca de algum tratamento que o torne eternamente e incondicionalmente querendo fazer sexo. De fato ele tem Aspiração, por isso procura o médico, mas bem pouca Motivação.


A mulher moderna, por sua vez, quando não se insere no papel feminino que a sociedade estabelece para ela, como pessoa liberal, sexualmente muito ativa, ávida por relacionamentos, ao invés de valorizar sua individualidade e real sexualidade, é convencida a estar sofrendo frigidez, timidez, apatia sexual ou qualquer coisa doentia nesse sentido.

Nesses dois casos falta a Motivação Sexual, e não se trata de verdadeiros quadros de impotência ou frigidez. Insistir na atividade sexual faltando a Motivação, tanto o homem quanto a mulher, estão sujeitos à sérias frustrações. A Motivação Sexual e Aspiração Sexual brotam da conjunção entre as razões psicológicas e as circunstâncias culturais, respectivamente. Elas se compõem de nossa fisiologia psíquica colocada à mercê dos valores culturais que nos rodeiam e estão solidamente impressos em nossa personalidade.

A Motivação Sexual representa a vontade de comportar-se sexualmente de acordo com as necessidades pessoais, implica na iniciativa, na receptividade ou nas duas coisas. O par, a situação e as circunstâncias estimulam a Motivação Sexual, segundo a escala de valores pessoais, a qual é, de certa forma, atrelada à estética vigente, a moral e a ética do grupo ou segmento social que pertencemos, requisitos estes capazes de despertarem sentimentos afetivos importantes.

Motivação Sexual é, portanto, a disposição de se aproximar de outra pessoa com intenções sexuais, vontade de tomar iniciativa ou aceitar a iniciativa da outra. Pode haver situações onde, embora nada tenha prejudicado o Impulso Sexual biológico (libido ou tesão), não há Motivação Sexual para iniciar o comportamento sexual, com essa pessoa ou nestas circunstâncias. Na depressão, por exemplo, principalmente em seu estágio inicial, pode estar comprometida mais a Motivação Sexual que o Impulso Sexual (biológico) propriamente dito.

Algumas idéias culturais costumam fazer parte do universo psíquico da pessoa desde tenra idade até sempre, dando-lhe a falsa impressão que são idéias exclusivamente suas. Ser receptivo sexualmente para uma pessoa fina, rica, poderosa, artista, importante, influente, etc, são qualidades culturalmente desejadas sem que a pessoa saiba bem porque.

Há momentos, principalmente nas fantasias eróticas, em que a pessoa se permite uma Motivação Sexual com pessoas e em circunstâncias que, fora da fantasia, não teria se permitido. A pessoa candidata a despertar a motivação, deve preencher nossos requisitos pessoais, em primeira instância, embora esses requisitos podem ser impregnados de valores culturais.

As mulheres são convidadas culturalmente, aliás por alguns setores da mídia e da moda, a viver o sexo de forma livre e desinibida, a serem verdadeiros vulcões, de "cabeça aberta", disponíveis às investidas dos rapazes. Como a própria biologia de algumas mulheres nem sempre vai nesse sentido sexualmente tão entusiasmado, conflitos podem ser gerados entre seus próprios valores e os valores da moda.

O medo da pessoa de ser considerada não inserida no contexto, retrógrada ou qualquer outro suborno cultural com que se pretenda desprezar à desejável autonomia de princípios, acaba contribuindo para uma falsa Aspiração Sexual, um falso desejo emancipado da fisiologia sexual. A inversão cultural é tão gritante que quando se diz "Aquela pessoa é certinha", pasmem ... não significa nenhum mérito.
Portanto, como se vê, a Aspiração Sexual oscila ao sabor da moda, ou seja, da cultura. A Aspiração Sexual varia em temática e potência entre as pessoas, vão desde os auto-enganos que impomos a nós mesmos sobre nossas vidas sexuais, perdendo a noção entre o culturalmente recomendado e o pessoalmente possível, até as questões ditas de consciência, as quais reprimem sentimentos e comportamentos por toda a vida.

Quando o parceiro é avaliado de forma negativa e a intimidade psicológica não é estabelecida, quando há sentimentos de mágoa, decepção e incompreensão, normalmente perde-se a Motivação Sexual, bem como a Excitação Sexual (visto mais adiante), especialmente nesta determinada circunstância e com este determinado par.

As decepções no relacionamento são fortes responsáveis pela perda da Motivação Sexual, muito embora a pessoa frustrada possa continuar sentindo as manifestações de seu Impulso Sexual e não, exatamente, orientado para seu par. Essa situação é a receita eficaz para a traição conjugal; perda da motivação, aspiração sexuais com permanência de impulsos sexuais normais.

Para que um casal continue a ter Motivação Sexual recíproca é preciso que suas identidades sexuais não sejam conflitantes. No ser humano maduro a vontade de ter relacionamento sexual reflete sempre algum tipo de apreço pelo par, mas o sentimento de compatibilidade sexual é fundamental. Assim, tendo em vista a importância do casal partilhar a mesma tonalidade sexual, muitas pessoas perdem a Motivação Sexual porque não se sentem à vontade com o perfil sexual de seu par. É por isso que alguns casais, apesar de manifestarem reciprocamente um grande apreço, não estão sexualmente satisfeitos.

Impulso SexualAté agora estamos falando de fenômenos subjetivos e emocionais, seja através dos valores pessoais, seja através dos valores culturais, mas ambos necessários à possibilidade de começar uma atividade sexual. No Impulso Sexual, entretanto, a questão já passa para o domínio corporal; em forma de sensações e excitações (neuro-fisiológicas).
O desejo sexual que se experimenta no corpo e que estimula a atividade sexual é o resultado da ativação das redes neurais do sistema nervoso central e será percebido pela pessoa como Impulso Sexual, popularmente definido pela palavra "tesão". Trata-se pois, de um aspecto predominantemente biológico do desejo sexual. De um modo geral o Impulso Sexual é a resposta corporal, neuro-psico-biológica da Excitação Sexual. Por isso, não é raro que o Impulso Sexual possa ser, em sua essência, inespecífico.

Esse Impulso Sexual corpóreo é fruto de processos neuro-endócrinos envolvendo hormônios e neurotransmissores, o qual permite à pessoa reconhecer essa pulsão e tomar alguma atitude, como por exemplo, se masturbar ou procurar avidamente alguém para o sexo.
A força e freqüência das manifestações desse Impulso Sexual aumentam muito após a puberdade e, em muitos casos, surge um certo desconforto na falta de oportunidade de ter a atividade sexual satisfeita. É bom ressaltar sempre que esse Impulso Sexual tem força de atuação muito pessoal e diferente entre as pessoas.

Pessoas com grande Impulso Sexual costumam procurar mais tenazmente oportunidades de comportamento sexual e podem sentir-se mais calmos após um orgasmo. Pessoas com baixo impulso sexual podem passar com facilidade períodos de abstinência sexual sem sentir irritação. Após a maturidade sexual da juventude as manifestações do Impulso Sexual vão diminuindo gradativamente, até quase desaparecerem na velhice.

As manifestações comuns do Impulso Sexual, tanto no homem como na mulher, se caracterizam por determinadas sensações genitais, pela sensibilidade erótica aumentada em relação à parceiros em potencial, por exacerbação das fantasias sexuais e pelo comportamento sexual mais evidente.


Excitação Sexual

A fase de excitação sexual é, basicamente, o preparo do organismo para o ato sexual. O DSM.IV trata as alterações patológicas referentes à esse aspecto sob o nome de Transtorno da Excitação Sexual Feminina, sendo sua característica essencial a incapacidade de adquirir ou manter uma excitação sexual adequada, seja essa excitação refletida através da lubrificação vaginal ou através da sua turgescência, ou que essa excitação não seja eficaz até a conclusão da atividade sexual.

Tanto o corpo da mulher, quanto do homem, passam por modificações fisiológicas durante a excitação sexual. Na mulher a vagina se expande, relaxando-se para permitir a penetração, fica molhada para facilitar os movimentos sexuais, o clitóris se intumesce, tornando-se mais sensível ao contato físico, os grandes lábios costumam se retrair e os pequenos lábios aumentam de tamanho.

A diminuição ou falta desses fatores fisiológicos pode significar alguma dificuldade para a sexualidade. A disfunção sexual que ocorre na fase da excitação pode ser seguida de dor à relação, chamado de dispareunia. No homem a excitação proporciona a ereção do pênis, comumente seguido de secreção uretral viscosa e aceleração dos batimentos cardíacos e respiratórios.

Depois do que vimos acima, é de se supor que a excitação sexual em ambos os sexos já se encontre basicamente em andamento quando há adequada Motivação Sexual. A parte cultural da Motivação pode interferir na Excitação, como por exemplo, no caso da pessoa cultivar valores muito pudicos e moralistas e não se conseguir Excitação Sexual vendo cenas eróticas, ou se a pessoa vivencia sérios conflitos íntimos baseados em valores éticos.


Como acontece neurologicamente o Desejo Sexual

O Desejo Sexual é um "apetite" ou um impulso produzido pela estimulação de um sistema neurológico específico, o qual produz sensações específicas e suficientes para levar a pessoa à busca de experiência sexual ou a mostrar-se receptiva a ela. Tudo isso depende da ativação de um centro cerebral específico e constituído por dois setores distintos. Esses dois setores cerebrais são vinculados a dois importantes sistemas de neurotransmissores: um deles ativador do desejo e o outro, inibidor do mesmo.
 NeuroDesejo
 Essa região sexual cerebral está interconectada a outros múltiplos centros neurais, fazendo com que o impulso sexual se integre à totalidade da experiência vivencial da pessoa. Esta "região sexual" do cérebro se localiza fundamentalmente no hipotálamo e, como dissemos, se compõe de 2 grandes subgrupos de centros: os núcleos posteriores, que são os centros ativadores, e os núcleos ventro-mediais, que são os inibidores. Estes últimos teriam a função de frear a ação dos primeiros.
Quando este sistema sexual se ativa, surge na pessoa um estado de tensão que leva à necessidade sexual. Todo esse sistema sexual é de configuração arcaica no mundo animal, existindo também em outros vertebrados, e é responsável por um tipo de comportamento que assegura sobrevivência da espécie.
Os centros hipotalâmicos da sexualidade guardam estreita relação com os centros do prazer e da dor. Assim sendo quando o centro do desejo é estimulado, também se ativa o centro do prazer, e a pessoa experimenta sensações prazerosas. De forma contrária, em situações dolorosas, quando estaria ativado o centro da dor, haveria uma inibição do centro do desejo. Tal priorização é fundamental para que o indivíduo concentre toda sua energia para afastar-se da situação dolorosa, ao invés de distrair-se em atitudes sexuais.


Como acontece quimicamente o Desejo Sexual

Nos neurônios do centro do prazer existem receptores (neuroreceptores) específicos para compostos químicos produzidos pelas células cerebrais chamados de endorfinas. Estas endorfinas têm uma composição química similar à da morfina e provocam, como a morfina, uma sensação de euforia, bem estar e alívio da dor.

Para se ter uma idéia, a ação analgésica das endorfinas é, aproximadamente, 200 vezes mais potente que a ação da própria morfina. Naturalmente, como se deduz, a liberação das endorfinas no Sistema Nervoso Central (SNC) estimula o centro do prazer e, ao mesmo tempo, inibe o centro da dor. Contrariamente, a estimulação do centro da dor inibe a produção de endorfinas.

Além do sistema de endorfinas, os hormônios também estão envolvidos na questão do desejo sexual. Nas mulheres a atração sexual e a receptividade dependem dos estrógenos mas, é a testosterona que estimula desejo sexual, tanto nos homens como nas mulheres. Este hormônio tem um papel fundamental no funcionamento dos centros sexuais. Há também uma substância liberada pelo hipotálamo, denominada "fator de liberação de LH ", (LH = hormônio luteinizante) que estimula o desejo sexual nas mulheres, mesmo na ausência de testosterona.

Além das endorfinas e dos hormônios, também estão envolvidos com o desejo sexual os neurotransmissores. Todos estes hormônios supracitados atuariam sobre substâncias cerebrais que promovem a transmissão dos estímulos nervosos, os chamados neurotransmissores. Entre eles os mais estudados são a dopamina, a qual exerce um efeito estimulante nos centros sexuais do cérebro, e a serotonina, que exerce um efeito contrário, ou seja, inibidor.


O Orgasmo

Nesta fase da sexualidade a maior parte das queixas costuma ser das mulheres. Para se ter noção das dimensões da anorgasmia (falta de orgasmo) no mundo feminino, algumas pesquisas brasileiras referem entre 40 e 60% das mulheres com dificuldades ou incapacidades em obter orgasmos nas relações sexuais.

Em grande número de casos, as mulheres conseguem ter orgasmos com a masturbação mas não os conseguem com a penetração sexual. Não obstante, apesar de não sentirem o orgasmo, muitas mulheres referem sentir bastante prazer durante o ato sexual. Existem também aquelas que conseguem o orgasmos manipulando-se enquanto penetradas.

Na realidade, visto que a sexualidade feminina prioriza a Motivação Sexual ao Impulso Sexual e, sendo a Motivação de natureza mais afetiva que instintiva, o orgasmo estaria um tanto vinculado à "ambientação" com o parceiro, ou seja, seria algo adquirido com a afeição, admiração, simpatia, segurança, satisfação pessoal, etc, e não decorrência quase mecânica e automática do contacto físico como acontece no sexo masculino.

Nos homens, desde que não hajam problemas no Desejo Sexual, nem na ereção, a falta de orgasmo basicamente se deve ao uso de alguns medicamentos, ao alcoolismo, ao tabagismo e diabetes.
Tendo em vista a grande porcentagem de mulheres anorgasmáticas, seria então normal não ter orgasmos? Os valores estatísticos não são suficiente para saber se algo é ou não sadio, para isso devemos considerar o grau de satisfação da pessoa em apreço. Muitas mulheres anorgasmáticas estão mais realizadas sexualmente que suas colegas propagadoras de orgasmos múltiplos.
De modo geral, se observa na clínica um número grande de mulheres que, apesar de terem sido anorgasmáticas durante anos, desenvolveram a capacidade de sentir orgasmo em torno dos 35-38 anos de idade. Concorrem para isso uma série de fatores circunstanciais, desde a estabilidade econômica e profissional, a melhora da satisfação no relacionamento com o parceiro, o bem estar emocional, até o encaminhamento adequado dos filhos, etc.



Transtornos do Desejo Sexual

Freqüentemente acompanhando os Transtornos do Desejo Sexual, onde se inclui a Frigidez ou Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo, coexiste o Transtorno da Excitação Sexual Feminina e o Transtorno Orgástico Feminino. A pessoa com Transtorno da Excitação Sexual Feminina pode ter pouca ou nenhuma sensação subjetiva de excitação sexual. Pelo DSM.IV, esse transtorno pode resultar em intercurso doloroso, esquiva sexual e perturbação de relacionamentos conjugais ou sexuais.

Um estágio agravado do Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo é o Transtorno de Aversão Sexual. Pelo DSM.IV, a característica essencial do Transtorno de Aversão Sexual é a aversão e esquiva ativa do contato sexual genital com um parceiro sexual. Para esse diagnóstico a perturbação (Aversão) deve causar acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal. O paciente com Transtorno de Aversão Sexual relata ansiedade, medo ou repulsa ao se defrontar com uma oportunidade sexual com um parceiro.

A aversão ao contato genital pode concentrar-se em um determinado aspecto da experiência sexual (por ex., secreções genitais, penetração vaginal). Alguns indivíduos experimentam repulsa generalizada a quaisquer estímulos sexuais, inclusive beijos e toques. A intensidade da reação do indivíduo quando exposto aos estímulos aversivos pode variar desde uma ansiedade moderada e falta de prazer, até um extremo sofrimento psicológico.
Portanto, o desejo sexual pode sofrer alterações, mais freqüentemente alterações para menos, ou seja, no sentido de uma Hipofunção Sexual. Vejamos.


Afloramento e esmaecimento do Desejo Sexual

Nos homens, há um grande aumento do Desejo Sexual durante a puberdade, conseqüente ao expressivo aumento da concentração de testosterona (hormônio masculino). Alguns autores costumam dizer que, na idade adulta, de forma extremamente variável entre as diferentes pessoas, esse Desejo Sexual começa a declinar. Em nossa opinião, esse Desejo Sexual começa sim, a mudar de consistência ou de natureza.

No amadurecimento do sexo masculino o Desejo Sexual vai, progressivamente, perdendo sua natureza impulsiva e instintiva e adquirindo, também progressivamente, um caráter afetivo, ou seja, vai deixando de ser uma atividade sensitiva para tornar-se uma atividade sentimental.

Essa sexualidade sentimental é, de fato, uma sexualidade diferenciada. Nesta situação o Desejo Sexual passa a ser comandado muito mais pela Motivação Sexual (afetiva) do que pelo Impulso Sexual (biológico) e, sendo assim, as circunstâncias capazes de influir na Motivação Sexual terão uma repercussão muito maior na sexualidade. Nessa fase passa a ser muito mais importante, por exemplo, a afetividade que a pessoa nutre em relação ao seu objeto de desejo. Em épocas mais precoces, quando era o Impulso Sexual a maior motivação, era quase suficiente apenas a simples disponibilidade para o sexo.

Na mulher, por sua vez, a sexualidade sentimental e diferenciada já se manifesta desde a puberdade. É, talvez, devido à essa diferença qualitativa da sexualidade feminina que, na maioria das vezes, costuma haver aumento do Desejo Sexual com o passar dos anos, atingindo um ápice depois dos 40 anos. É por essa ocasião que o componente afetivo que une a mulher ao seu homem costuma estar mais estável e sereno, portanto, melhor ao seu Desejo Sexual sentimental. O inverso pode acontecer, quando então há, antes do decréscimo da sexualidade, uma perda afetiva em relação ao parceiro(a).


Causas do Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo
Dois subtipos de Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo podem ser observados: aquele com início paulatino ao longo da vida versus aquele abruptamente adquirido. Quanto aos fatores etiológicos (causais) estes podem ser: devido a Fatores Psicológicos, devido a Fatores Orgânicos e devido a Fatores Combinados.
Com o envelhecimento há diminuição do Impulso Sexual, através do componente biológico do desejo sexual, mas também pode estar comprometido a Motivação e a Aspiração sexuais. Esta perda pode refletir um processo orgânico geral ou, muito comumente, uma perda na capacidade de sentir prazer (anedonia), sintoma habitual das depressões.


 Causas Orgânicas para o Desejo Sexual Hipoativo

  • Função hipotalâmica-hipofisária anormal. Isso resulta na diminuição do Fator de Liberação de LH (hormônio luteinizante), com conseqüente diminuição de seu nível sérico e simultâneo aumento de prolactina. Este último um hormônio muito relacionado ao desinteresse sexual. 

  •  Anomalias testiculares capazes de produzir uma diminuição de testosterona.

  •  Diminuição de testosterona ovariana e/ou supra-renal na mulher.

  •  Enfermidades sistêmicas, tais como a insuficiência renal crônica com conseqüente diminuição de gonadotrofinas, a cirrose hepática com a conseqüente atrofia testicular e transformação de androgênios em estrogênios, a Síndrome de Cushing, com a conseqüente diminuição de testosterona plasmática, a insuficiência supra-renal, o hipotiroidismo e as enfermidades debilitantes. 

  •  Medicamentos e drogas. Nessa categoria dos agravantes da hipofunção sexual está o álcool, em primeiro lugar, 
  • os tranqüilizantes, 
  • os anti-hipertensivos, tais como a metildopa (Aldomet), reserpina, clortiazidas, clonidina, espironolactona, 
  • beta bloqueadores como o propranolol; 
  • os anti-depressivos, principalmente os tricíclicos, 
  • os inibidores da MAO e o carbonato de lítio, também a cimetidina (Tagamet), sulpirida, metoclopramida (Plasil), metronidazol (Flagil), a maconha, as anfetaminas (anorexígenos usados em regimes alimentares), a cocaína e o craque.


 Causas Psicopatológicas para o Desejo Sexual Hipoativo
- Transtornos de Estresse
- Depressão
- Transtornos de Ansiedade (incluindo Pânico, Fobias, etc.)

A relação entre Depressão e alterações sexuais é conhecida há tempos, e entre essas alterações a mais comum é a diminuição do desejo sexual. Essa relação fica clara quando se percebe haver uma melhora do quadro sexual ao se tratar a depressão. Entre os pacientes deprimidos passa de 70% aqueles que se queixam de diminuição da libido.

  Causas Psicológicas para o Desejo Sexual Hipoativo
- Valorização dos aspectos negativos da sexualidade
- Temor da intimidade
- Temor do compromisso ou gravidez
- Temor de obter um prazer "proibido e pecaminoso"
- Temor de alguma represália pelo ato sexual


 Causas Psicossociaiss para o Desejo Sexual Hipoativo
- Parceiro sexual insatisfatório
- Atividade sexual insatisfatória
- Excesso de preocupações com a vida em geral
- Excesso de preocupações em proporcionar prazer a(o) companheira(a)




Ballone GJ - Desejo Sexual - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br , revisto em 2008




O mistério da sexualidade humana







Durante a adolescência e a juventude, acontece à busca da própria identidade em todos os aspectos, especialmente na sexualidade. Isso se deve às grandes e rápidas transformações físicas e emocionais, ocorridas, sobretudo na adolescência, momento em que a pessoa percebe que possui um corpo, masculino ou feminino, e passa a senti-lo de modo bem definido.

Convém lembrar que a sexualidade humana não é feita apenas de corpo, e não se situa exatamente nos genitais. O jovem e a jovem podem e devem estar atentos ao fato de que todo o seu ser dá sinais da própria sexualidade. Uma vez que a sexualidade é parte importante na sua identidade, é preciso que o jovem e a jovem conheçam exatamente o que a compõe, descubram sua sexualidade como um belíssimo dom de Deus, orientado para a doação de si mesmo na Caridade, e não como um objeto de consumo ou mero prazer.

A palavra “sexo” é particípio passado do verbo latino “secerno”, isto é, “seccionado”, “dividido”. Deus criou o ser humano, homem ou mulher, “sexuado” em todo o seu ser: no cabelo, na voz, na maneira de pensar e agir etc. Cada fibra do seu ser, o seu “eu” pessoal traz o caráter masculino ou feminino. Não são os órgãos genitais que definem a sexualidade. Esta é definida, na sua parte física, por glândulas de secreção interna – a hipófise, o hipotálamo, a glândula pituitária, tiróide, supra renal etc. –, pelo espírito e pela personalidade.

Mas tudo isso vai além do corpo: é definido por Deus no momento da criação de cada pessoa, e de modo definitivo, irrevogável. A sexualidade está dentro do plano único de Deus para a vida de cada pessoa. É algo que passa pelo corpo e o atinge, mas é mais do que o corpo, é a realidade total da pessoa.

A sexualidade foi e é muito confundida com a genitalidade, por isso é preciso compreender bem o que seja esta. A genitalidade é definida pelos órgãos genitais da pessoa, que existem porque Deus quis associar o ser humano ao mistério da multiplicação dessa espécie na terra – assim, todo ser humano é criado por Deus, através da paternidade e da maternidade humana –. Os órgãos genitais, portanto, são para geração de novas criaturas; não são meros instrumentos de prazer, nem seu uso é indispensável para comprovar a sexualidade da pessoa. Alguém que nunca praticou um ato genital não deixa de ser homem ou mulher, no verdadeiro sentido da palavra.
A genitalidade é apenas um aspecto da sexualidade da pessoa. Quando Deus cria cada pessoa, lhe dá órgãos genitais adequados para a sua sexualidade. Assim, não adianta tentar mudar a sexualidade através da mutilação dos órgãos, pois a sexualidade está definida, em todo o ser da pessoa, desde a sua criação. É por isso que, mesmo sem o uso da genitalidade, não se perde a sexualidade masculina ou feminina, pois esta jamais acaba.

A Palavra de Deus em Mc 12,18-27(leia) se refere ao exercício da genitalidade. No Céu não existe a necessidade de procriação, nem a necessidade de complementação sexual, porque Deus nos completará em tudo. Porém, cada um entrará na Vida Eterna como homens e mulheres, conforme Deus definiu na sua criação. Jesus e os santos são homens e estão no Céu como homens. Nossa Senhora e as santas estão no Céu como mulheres que são, e isso para sempre.
Quando a pessoa acredita que sua sexualidade depende exclusivamente do uso dos genitais, ela pode, para tentar afirmar sua sexualidade perante os outros, desordenar totalmente o uso dos seus órgãos sexuais, acabando por se tornar um escravo da própria genitalidade, sem jamais conseguir preencher suas verdadeiras necessidades, que certamente são outras. Ela pode se tornar uma pessoa doente, emocional e espiritualmente, pelo uso inadequado e fora de tempo da sua genitalidade. Isso se chama genitalismo.

A mulher é mulher em todo o seu ser: no corpo e na alma. O homem da mesma forma. Se um homem e uma mulher dizem que se amam, mas seu relacionamento consiste numa busca genitalista, isso não é amor, mas compara-se ao mero comportamento de animais. Daí é que nascem as grandes decepções, vazios e até desesperos.

O exercício da genitalidade foi ordenado por Deus para acontecer dentro do matrimônio. No matrimônio, há uma união total e exclusiva de duas pessoas. Elas uniram perante a Igreja não só seus corpos, mas seus espíritos. Sua vida inteira, com todos os aspectos do ser de cada um, estão definitivamente unidos perante Deus nesta vida. Há um pacto de doação mútua e uma disposição madura ao crescimento nesta doação. Assim, o exercício da genitalidade pode ser seguramente um dom e sinal do amor. Dentro do matrimônio, um cônjuge representa para o outro o sinal e instrumento do amor de cada um por Deus, que deve ser crescente, fiel e definitivo.


A outra forma de realizar esse amor crescente, fiel e definitivo por Deus é a opção pelo celibato. O celibato dispensa totalmente a prática da genitalidade, uma vez que não há uma opção exclusiva por uma esposa ou esposo. Mas não anula a sexualidade da pessoa que opta por ele. Jesus nunca se casou, entretanto, mesmo sendo Deus, é verdadeiro homem. Ele realizou plenamente sua sexualidade amando a Deus em todas as criaturas e todas as criaturas em Deus. Foi virgem e inteiramente casto, perfeitamente masculino, modelo de todo homem.

O uso sadio da sexualidade envolve todo o comportamento da pessoa. A educação sexual instrui sobre o correto comportamento masculino e feminino desde a infância. Apresenta a psicologia do homem e da mulher dentro dos padrões que a perfeição da natureza define. O ser humano jamais terá uma personalidade realizada sem a vivência correta da sua sexualidade, ou seja, comportando-se como mulher, quando é mulher, e como homem, quando é homem. Não como “macho”, nem como “fêmea”, porque não são animais; mas como homens e mulheres, pessoas.

A maneira mais sadia de viver a própria sexualidade é conhecê-la e aceitá-la. Muitos não aceitam a própria sexualidade talvez porque tenham-lhe sido passadas imagens deturpadas do que é ser homem ou mulher. Nesse sentido, o comportamento do pai ou da mãe é muito marcante. Mas mesmo que isso tenha acontecido, é preciso que o jovem supere, compreendendo que ele é outra pessoa, com história diferente. É preciso buscar em Deus a verdade sobre a própria sexualidade e vivê-la de modo casto, decente.

Assim como o genitalismo é a forma doentia de viver a própria genitalidade, o sensualismo é a forma doentia de viver a própria sexualidade. Ele consiste no uso despudorado do próprio corpo com o intuito desordenado de afirmar a própria sexualidade por esses meios. Hoje em dia, muitos homens e mulheres inventam mil maneiras de exibir seu corpo como mercadorias oferecidas em vitrines. Muitos fazem questão de ressaltar os genitais e as partes que mais despertam o desejo sexual. Isso denota falta de conhecimento de si mesmo e às vezes de segurança nos próprios valores interiores.
Primeiramente, é preciso conhecer que o nosso corpo nos foi dado por Deus para o exercício da caridade, única forma de alcançar realização plena e felicidade completa. Especialmente as partes mais íntimas, têm como função primeira a doação de si. Na mulher, as partes mais íntimas são ordenadas primeiramente à geração e à amamentação. Não são meras carnes e por isso devem ser respeitadas. No homem também. Os genitais devem ser cobertos de modo decente não porque sejam sujos ou desonestos, mas porque pertencem à intimidade pessoal. Eles participam do mistério pessoal do ser humano, do mistério da doação de si.

Maria é para toda mulher o perfeito exemplo de feminilidade, pudor, equilíbrio e realização plena na sexualidade. Na sua castidade, é a mulher mais feminina que a terra já conheceu. Perfeitamente casta na doação de si mesma, nunca necessitou dos artifícios que o sensualismo apregoa, iludindo e desvalorizando a figura feminina na sua expressão mais profunda.

Por fim, quanto à segurança nos próprios valores internos, esta vem do relacionamento com Deus, nosso Criador, único que nos conhece por dentro, nos ama e nos aceita incondicionalmente. Ele vê nossos valores mais profundos – tanto os que já aparecem quanto os que Ele colocou como semente em nós e ainda não desabrocharam –. Ele nos dá a segurança de nós mesmos e o senso de valor e importância que nós tanto necessitamos para viver com alegria.

Quem pergunta a Deus o que Ele acha da sua pessoa, encontra grande alegria e é capaz de se achar mais belo e desejado do que qualquer criatura pode imaginar contemplar ou desejar. E aí não precisa se mostrar ou tentar se afirmar por meios passageiros, inúteis ou humilhantes.
“Melhor que tudo que alguém possa ter ou saber, é poder ser um filho de Deus” (Ronaldo Pereira).

http://www.comshalom.org/o-misterio-da-sexualidade-humana-3/




Como viver bem a sexualidade no casamento?




Um “verdadeiro humanismo que abraça todo o ser humano, corpo e alma, para guiá-lo em um amor fecundo”. Esse deve ser o elemento guia do casamento, segundo Ferdinando Mario Bombelli, autor de “Amar-se de alma e corpo. Para viver bem a sexualidade no casamento”
 (Editora San Paolo, publicado na Itália).

O autor, do Instituto Científico Universitário do Hospital San Raffaele de Milão, indica como é necessário ter cautela com a exacerbação do erotismo, tão enfatizado na nossa época, e que “pode se tornar inimigo do amor, pela exaltação excessiva da genitalidade, o que pode perturbar o equilibrado desenvolvimento do amor entre os esposos”. Mas, por outro lado, também é preciso ter cautela com o que ele chama de “angelismo”, “a negação do amor físico, que priva a relação conjugal de um componente essencial” e pode levar à “progressiva perda da harmonia entre os cônjuges”.

O segredo da felicidade dos cônjuges encontra as suas origens “em uma séria e constante preparação ao matrimônio, que se realiza através do conhecimento do próprio e do outro sexo, a compreensão do valor amoroso positivo da sexualidade, e a justa inteligência do amor em ordem à hierarquia dos seus elementos”.

Nesse contexto, o livro de Bombelli se apresenta como “essencialmente uma obra técnica e científica, mas profundamente humana nos conteúdos”, porque “recusa a sexualidade sem amor, propondo, ao contrário, colocar a sexualidade ao serviço do amor”.

Os primeiros capítulos são dedicados a amar-se com o corpo. “Quantas uniões não chegam a uma harmonia completa porque os esposos mantêm uma reserva mental sobre decência dos gestos físicos do amor”, escreve o autor.

Passa-se, pois, a analizar como se amar com a alma, ou seja, “desejar para a pessoa amada todo o bem possível, buscando-o com esforços positivos, dispostos a sacrifícios pessoais, do próprio conforto, dos próprios gostos pessoais; significa aceitar todo o outro, assim como é, com as suas qualidades e os seus defeitos. Quer dizer continuar a amá-lo, apesar dos seus limites, e a querer a sua felicidade”.

“Amar-se com a alma quer dizer realizar junto, um por meio do outro, a maturidade plena das duas personalidades. Para o homem, quer dizer se tornar mais seguro de si; para a mulher, mais consciente e orgulhosa da própria feminilidade; para os dois, tornarem-se mais confiantes na vida; significa tentar preencher todos os gestos da vida comum do vivo desejo de dar prazer ao outro, de antecipar e realizar os seus desejos. É desta preocupação do coração, antes de tudo, que a relação recebe o próprio benefício, o próprio valor, a própria dignidade”.

“Amar-se com a alma quer dizer, enfim, doar-se totalmente um ao outro, com o corpo e com o coração. A alma deve respeitar o posto que o amor físico ocupa no amor completo; deve consentir que venham à luz as possibilidades de prazer, de alegria, de fecundidade que esse contém. Trata-se de reconhecer todo o seu lugar, não ignorando-o, não sufocando-o, mas animando-o. Descobrindo, de tal maneira, o seu sentido pleno, as suas alegrias, o serviço do amor recíproco e da fecundidade generosa do casal”.

O livro de Bombelli se volta aos jovens casados que enfrentam o matrimônio “animados pelas melhores intenções, transportados por um amor jovial e ardente que não pediu ainda a intervenção da vontade para ser realizado: o amor próprio do casal em lua de mel. Bastam poucas semanas, ou poucos meses de vida junto para que os olhos dos casais se abram sobre certas realidades muito menos poéticas que seus sonhos. E se, ao início, adaptarem-se um ao outro, será fácil mais tarde o hábito da vida a dois, a chegada do primeiro filho e das responsabilidades que modificarão profundamente a vida conjugal do casal e irão impor adaptação recíproca, realizável somente com enorme boa vontade”.

Também o amor conhecerá uma evolução, chegando a uma espécie de “novo casamento”, porque a idade e as circunstâncias da vida transformam as personalidades dos esposos: “se forem atentos a construir o amor deles, as ligações que os uniam no início do casamento serão certamente consolidadas com o passar dos anos; todavia, para que esta progressão permaneça constante, deverão de vez em quando se compreender em função de novas circunstâncias”.


“Há um segredo que é sempre o mesmo”, conclui Bombelli: “buscar lealmente compreender o ponto de vista do outro e agir de modo a adaptar-se. Esforço constante. Doce esforço, para aqueles que se amam verdadeiramente. Esforço que ‘paga’, porque procura para a família harmonia e serenidade”.


Tema a ser explorado:

  1. s.m. Impulso do ânimo; sua manifestação.
  2. Sentimento, paixão.
  3. Amizade, amor, simpatia.
  4. Adj. Dedicado, afeiçoado.
  5. Incumbido, entregue.



da Wikipédia:

permite ao ser humano demonstrar os seus sentimentos e emoções a outro ser ou objetos. Pode também ser considerado o laço criado entre humanos, que, mesmo sem características sexuais, continua a ter uma parte de "amizade" mais aprofundade.

Em psicologia, o termo afetividade é utilizado para designar a suscetibilidade que o ser humano experimenta perante determinadas alterações que acontecem no mundo exterior ou em si próprio. Tem por constituinte fundamental um processo cambiante no âmbito das vivências do sujeito, em sua qualidade de experiências agradáveis ou desagradáveis.

Significado
Afeição (vinda de afeto), é representado por um apego a alguém ou a alguma coisa, gerando carinho, saudade (quando distantes), confiança e intimidade, o termo perfeito para amor entre duas pessoas.

PONTO CENTRAL

O afeto, é um dos sentimentos que mais gera autoestima entre pessoas (principalmente jovens e idosos), pois produz um hormônio que garante o bem-estar do corpo. Um conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.