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Desejo Sexual

O Desejo Sexual varia entre as pessoas, por isso o importante é encontrar o par com o mesmo perfil sexual. 

Entenda os problemas de falta de desejo vivido pelas mulheres casadas

 
| Mulher | Sexualidade |



A atividade sexual pode ser dividida em 3 fases: desejo, excitação e orgasmo. O desejo sexual do ser humano adulto e consciente, ao contrário do que pensam alguns, não é uma simples pulsão fisiológica, como é o caso da fome ou da sede ou como funciona nos animais.

Começamos considerando o Desejo Sexual como um fenômeno subjetivo e comportamental extremamente complexo. Trata-se de uma atitude psíquica formada por três componentes principais; a biologia, a psicologia e a socialização. Todos três interagindo continuamente uns com os outros. 

Contribuem para a gênese do Desejo Sexual as fantasias sexuais, os sonhos sexuais, a iniciação à masturbação, o início do comportamento sexual, a receptividade do companheiro(a), as sensações genitais, as respostas aos sinais eróticos no meio ambiente, entre muitos outros fatores. 

Diante das pessoas com problemas sexuais que diariamente procuram ajuda, é necessário procurar entender se o caso diz respeito ao Desejo Sexual, ao Desempenho Sexual ou à ambos.

O Desejo Sexual, é o que dispõe a pessoa à atividade sexual e se compõe de 3 atitudes; a Motivação Sexual, a Aspiração Sexual e o Impulso Sexual. Do Desempenho Sexual participam a Excitação Sexual e o Orgasmo.
 Desejo Sexual
Talvez uma das coisas mais simples e mais importantes para se saber é o fato do Desejo Sexual variar muito de pessoa para pessoa, tendo alguns mais de uma relação sexual por dia, outros só de vez em quando. Assim, considerando o importantíssimo papel da sexualidade nas desavenças entre o casal, mais importante que tentar seguir um modelo culturalmente "normal" será encontrar um par com o mesmo perfil sexual.


Motivação e Aspiração Sexual
Parece que durante muitos séculos vingou a idéia de que a mulher não sentia (ou mulher honesta não deveria sentir) desejo sexual. Sexo era mais coisa de homem (ou de mulher pouco séria).

Infelizmente, essa idéia ainda faz parte do repertório cultural sobre a sexualidade complicando a vida de muitas pessoas. Da mesma forma, a sexualidade masculina também foi deturpada, de modo que o homem tinha de estar sempre disposto, como se fosse uma máquina sexual.

Alguns autores diferenciam a Motivação Sexual da Aspiração Sexual. A Motivação Sexual é impulsionada predominantemente elementos psicológicos. A pessoa, de fato, sente uma forte inclinação para a outra inspirada por seus requisitos pessoais. Podemos dizer que na Motivação a outra exerce forte atração erótica.  
 Motivação

 Aspiração

 A Aspiração Sexual obedece princípios predominantemente culturais, preenche seus "critérios" de par desejável. A pessoa aspira cumprir certos compromissos sexuais culturalmente desejáveis: não pode deixar de se envolver sexualmente com detrminada pessoa culturalmente tida como desejável.



Perseguindo o modelo cultural, quando o homem não desempenha o papel sexual atribuído a ele, macho a qualquer custo, antes de aceitar que sua performance sexual é diferenciada, sensível e exigente, culturalmente é convencido ser uma pessoa pouco viril.

Na verdade esse homem que se acha quase impotente pode não estar sentindo desejo por nenhuma mulher disponível ou não sente desejo aqui-e-agora com essa determinada mulher. Mas... para "não fazer feio" recorre ao médico em busca de algum tratamento que o torne eternamente e incondicionalmente querendo fazer sexo. De fato ele tem Aspiração, por isso procura o médico, mas bem pouca Motivação.


A mulher moderna, por sua vez, quando não se insere no papel feminino que a sociedade estabelece para ela, como pessoa liberal, sexualmente muito ativa, ávida por relacionamentos, ao invés de valorizar sua individualidade e real sexualidade, é convencida a estar sofrendo frigidez, timidez, apatia sexual ou qualquer coisa doentia nesse sentido.

Nesses dois casos falta a Motivação Sexual, e não se trata de verdadeiros quadros de impotência ou frigidez. Insistir na atividade sexual faltando a Motivação, tanto o homem quanto a mulher, estão sujeitos à sérias frustrações. A Motivação Sexual e Aspiração Sexual brotam da conjunção entre as razões psicológicas e as circunstâncias culturais, respectivamente. Elas se compõem de nossa fisiologia psíquica colocada à mercê dos valores culturais que nos rodeiam e estão solidamente impressos em nossa personalidade.

A Motivação Sexual representa a vontade de comportar-se sexualmente de acordo com as necessidades pessoais, implica na iniciativa, na receptividade ou nas duas coisas. O par, a situação e as circunstâncias estimulam a Motivação Sexual, segundo a escala de valores pessoais, a qual é, de certa forma, atrelada à estética vigente, a moral e a ética do grupo ou segmento social que pertencemos, requisitos estes capazes de despertarem sentimentos afetivos importantes.

Motivação Sexual é, portanto, a disposição de se aproximar de outra pessoa com intenções sexuais, vontade de tomar iniciativa ou aceitar a iniciativa da outra. Pode haver situações onde, embora nada tenha prejudicado o Impulso Sexual biológico (libido ou tesão), não há Motivação Sexual para iniciar o comportamento sexual, com essa pessoa ou nestas circunstâncias. Na depressão, por exemplo, principalmente em seu estágio inicial, pode estar comprometida mais a Motivação Sexual que o Impulso Sexual (biológico) propriamente dito.

Algumas idéias culturais costumam fazer parte do universo psíquico da pessoa desde tenra idade até sempre, dando-lhe a falsa impressão que são idéias exclusivamente suas. Ser receptivo sexualmente para uma pessoa fina, rica, poderosa, artista, importante, influente, etc, são qualidades culturalmente desejadas sem que a pessoa saiba bem porque.

Há momentos, principalmente nas fantasias eróticas, em que a pessoa se permite uma Motivação Sexual com pessoas e em circunstâncias que, fora da fantasia, não teria se permitido. A pessoa candidata a despertar a motivação, deve preencher nossos requisitos pessoais, em primeira instância, embora esses requisitos podem ser impregnados de valores culturais.

As mulheres são convidadas culturalmente, aliás por alguns setores da mídia e da moda, a viver o sexo de forma livre e desinibida, a serem verdadeiros vulcões, de "cabeça aberta", disponíveis às investidas dos rapazes. Como a própria biologia de algumas mulheres nem sempre vai nesse sentido sexualmente tão entusiasmado, conflitos podem ser gerados entre seus próprios valores e os valores da moda.

O medo da pessoa de ser considerada não inserida no contexto, retrógrada ou qualquer outro suborno cultural com que se pretenda desprezar à desejável autonomia de princípios, acaba contribuindo para uma falsa Aspiração Sexual, um falso desejo emancipado da fisiologia sexual. A inversão cultural é tão gritante que quando se diz "Aquela pessoa é certinha", pasmem ... não significa nenhum mérito.
Portanto, como se vê, a Aspiração Sexual oscila ao sabor da moda, ou seja, da cultura. A Aspiração Sexual varia em temática e potência entre as pessoas, vão desde os auto-enganos que impomos a nós mesmos sobre nossas vidas sexuais, perdendo a noção entre o culturalmente recomendado e o pessoalmente possível, até as questões ditas de consciência, as quais reprimem sentimentos e comportamentos por toda a vida.

Quando o parceiro é avaliado de forma negativa e a intimidade psicológica não é estabelecida, quando há sentimentos de mágoa, decepção e incompreensão, normalmente perde-se a Motivação Sexual, bem como a Excitação Sexual (visto mais adiante), especialmente nesta determinada circunstância e com este determinado par.

As decepções no relacionamento são fortes responsáveis pela perda da Motivação Sexual, muito embora a pessoa frustrada possa continuar sentindo as manifestações de seu Impulso Sexual e não, exatamente, orientado para seu par. Essa situação é a receita eficaz para a traição conjugal; perda da motivação, aspiração sexuais com permanência de impulsos sexuais normais.

Para que um casal continue a ter Motivação Sexual recíproca é preciso que suas identidades sexuais não sejam conflitantes. No ser humano maduro a vontade de ter relacionamento sexual reflete sempre algum tipo de apreço pelo par, mas o sentimento de compatibilidade sexual é fundamental. Assim, tendo em vista a importância do casal partilhar a mesma tonalidade sexual, muitas pessoas perdem a Motivação Sexual porque não se sentem à vontade com o perfil sexual de seu par. É por isso que alguns casais, apesar de manifestarem reciprocamente um grande apreço, não estão sexualmente satisfeitos.

Impulso SexualAté agora estamos falando de fenômenos subjetivos e emocionais, seja através dos valores pessoais, seja através dos valores culturais, mas ambos necessários à possibilidade de começar uma atividade sexual. No Impulso Sexual, entretanto, a questão já passa para o domínio corporal; em forma de sensações e excitações (neuro-fisiológicas).
O desejo sexual que se experimenta no corpo e que estimula a atividade sexual é o resultado da ativação das redes neurais do sistema nervoso central e será percebido pela pessoa como Impulso Sexual, popularmente definido pela palavra "tesão". Trata-se pois, de um aspecto predominantemente biológico do desejo sexual. De um modo geral o Impulso Sexual é a resposta corporal, neuro-psico-biológica da Excitação Sexual. Por isso, não é raro que o Impulso Sexual possa ser, em sua essência, inespecífico.

Esse Impulso Sexual corpóreo é fruto de processos neuro-endócrinos envolvendo hormônios e neurotransmissores, o qual permite à pessoa reconhecer essa pulsão e tomar alguma atitude, como por exemplo, se masturbar ou procurar avidamente alguém para o sexo.
A força e freqüência das manifestações desse Impulso Sexual aumentam muito após a puberdade e, em muitos casos, surge um certo desconforto na falta de oportunidade de ter a atividade sexual satisfeita. É bom ressaltar sempre que esse Impulso Sexual tem força de atuação muito pessoal e diferente entre as pessoas.

Pessoas com grande Impulso Sexual costumam procurar mais tenazmente oportunidades de comportamento sexual e podem sentir-se mais calmos após um orgasmo. Pessoas com baixo impulso sexual podem passar com facilidade períodos de abstinência sexual sem sentir irritação. Após a maturidade sexual da juventude as manifestações do Impulso Sexual vão diminuindo gradativamente, até quase desaparecerem na velhice.

As manifestações comuns do Impulso Sexual, tanto no homem como na mulher, se caracterizam por determinadas sensações genitais, pela sensibilidade erótica aumentada em relação à parceiros em potencial, por exacerbação das fantasias sexuais e pelo comportamento sexual mais evidente.


Excitação Sexual

A fase de excitação sexual é, basicamente, o preparo do organismo para o ato sexual. O DSM.IV trata as alterações patológicas referentes à esse aspecto sob o nome de Transtorno da Excitação Sexual Feminina, sendo sua característica essencial a incapacidade de adquirir ou manter uma excitação sexual adequada, seja essa excitação refletida através da lubrificação vaginal ou através da sua turgescência, ou que essa excitação não seja eficaz até a conclusão da atividade sexual.

Tanto o corpo da mulher, quanto do homem, passam por modificações fisiológicas durante a excitação sexual. Na mulher a vagina se expande, relaxando-se para permitir a penetração, fica molhada para facilitar os movimentos sexuais, o clitóris se intumesce, tornando-se mais sensível ao contato físico, os grandes lábios costumam se retrair e os pequenos lábios aumentam de tamanho.

A diminuição ou falta desses fatores fisiológicos pode significar alguma dificuldade para a sexualidade. A disfunção sexual que ocorre na fase da excitação pode ser seguida de dor à relação, chamado de dispareunia. No homem a excitação proporciona a ereção do pênis, comumente seguido de secreção uretral viscosa e aceleração dos batimentos cardíacos e respiratórios.

Depois do que vimos acima, é de se supor que a excitação sexual em ambos os sexos já se encontre basicamente em andamento quando há adequada Motivação Sexual. A parte cultural da Motivação pode interferir na Excitação, como por exemplo, no caso da pessoa cultivar valores muito pudicos e moralistas e não se conseguir Excitação Sexual vendo cenas eróticas, ou se a pessoa vivencia sérios conflitos íntimos baseados em valores éticos.


Como acontece neurologicamente o Desejo Sexual

O Desejo Sexual é um "apetite" ou um impulso produzido pela estimulação de um sistema neurológico específico, o qual produz sensações específicas e suficientes para levar a pessoa à busca de experiência sexual ou a mostrar-se receptiva a ela. Tudo isso depende da ativação de um centro cerebral específico e constituído por dois setores distintos. Esses dois setores cerebrais são vinculados a dois importantes sistemas de neurotransmissores: um deles ativador do desejo e o outro, inibidor do mesmo.
 NeuroDesejo
 Essa região sexual cerebral está interconectada a outros múltiplos centros neurais, fazendo com que o impulso sexual se integre à totalidade da experiência vivencial da pessoa. Esta "região sexual" do cérebro se localiza fundamentalmente no hipotálamo e, como dissemos, se compõe de 2 grandes subgrupos de centros: os núcleos posteriores, que são os centros ativadores, e os núcleos ventro-mediais, que são os inibidores. Estes últimos teriam a função de frear a ação dos primeiros.
Quando este sistema sexual se ativa, surge na pessoa um estado de tensão que leva à necessidade sexual. Todo esse sistema sexual é de configuração arcaica no mundo animal, existindo também em outros vertebrados, e é responsável por um tipo de comportamento que assegura sobrevivência da espécie.
Os centros hipotalâmicos da sexualidade guardam estreita relação com os centros do prazer e da dor. Assim sendo quando o centro do desejo é estimulado, também se ativa o centro do prazer, e a pessoa experimenta sensações prazerosas. De forma contrária, em situações dolorosas, quando estaria ativado o centro da dor, haveria uma inibição do centro do desejo. Tal priorização é fundamental para que o indivíduo concentre toda sua energia para afastar-se da situação dolorosa, ao invés de distrair-se em atitudes sexuais.


Como acontece quimicamente o Desejo Sexual

Nos neurônios do centro do prazer existem receptores (neuroreceptores) específicos para compostos químicos produzidos pelas células cerebrais chamados de endorfinas. Estas endorfinas têm uma composição química similar à da morfina e provocam, como a morfina, uma sensação de euforia, bem estar e alívio da dor.

Para se ter uma idéia, a ação analgésica das endorfinas é, aproximadamente, 200 vezes mais potente que a ação da própria morfina. Naturalmente, como se deduz, a liberação das endorfinas no Sistema Nervoso Central (SNC) estimula o centro do prazer e, ao mesmo tempo, inibe o centro da dor. Contrariamente, a estimulação do centro da dor inibe a produção de endorfinas.

Além do sistema de endorfinas, os hormônios também estão envolvidos na questão do desejo sexual. Nas mulheres a atração sexual e a receptividade dependem dos estrógenos mas, é a testosterona que estimula desejo sexual, tanto nos homens como nas mulheres. Este hormônio tem um papel fundamental no funcionamento dos centros sexuais. Há também uma substância liberada pelo hipotálamo, denominada "fator de liberação de LH ", (LH = hormônio luteinizante) que estimula o desejo sexual nas mulheres, mesmo na ausência de testosterona.

Além das endorfinas e dos hormônios, também estão envolvidos com o desejo sexual os neurotransmissores. Todos estes hormônios supracitados atuariam sobre substâncias cerebrais que promovem a transmissão dos estímulos nervosos, os chamados neurotransmissores. Entre eles os mais estudados são a dopamina, a qual exerce um efeito estimulante nos centros sexuais do cérebro, e a serotonina, que exerce um efeito contrário, ou seja, inibidor.


O Orgasmo

Nesta fase da sexualidade a maior parte das queixas costuma ser das mulheres. Para se ter noção das dimensões da anorgasmia (falta de orgasmo) no mundo feminino, algumas pesquisas brasileiras referem entre 40 e 60% das mulheres com dificuldades ou incapacidades em obter orgasmos nas relações sexuais.

Em grande número de casos, as mulheres conseguem ter orgasmos com a masturbação mas não os conseguem com a penetração sexual. Não obstante, apesar de não sentirem o orgasmo, muitas mulheres referem sentir bastante prazer durante o ato sexual. Existem também aquelas que conseguem o orgasmos manipulando-se enquanto penetradas.

Na realidade, visto que a sexualidade feminina prioriza a Motivação Sexual ao Impulso Sexual e, sendo a Motivação de natureza mais afetiva que instintiva, o orgasmo estaria um tanto vinculado à "ambientação" com o parceiro, ou seja, seria algo adquirido com a afeição, admiração, simpatia, segurança, satisfação pessoal, etc, e não decorrência quase mecânica e automática do contacto físico como acontece no sexo masculino.

Nos homens, desde que não hajam problemas no Desejo Sexual, nem na ereção, a falta de orgasmo basicamente se deve ao uso de alguns medicamentos, ao alcoolismo, ao tabagismo e diabetes.
Tendo em vista a grande porcentagem de mulheres anorgasmáticas, seria então normal não ter orgasmos? Os valores estatísticos não são suficiente para saber se algo é ou não sadio, para isso devemos considerar o grau de satisfação da pessoa em apreço. Muitas mulheres anorgasmáticas estão mais realizadas sexualmente que suas colegas propagadoras de orgasmos múltiplos.
De modo geral, se observa na clínica um número grande de mulheres que, apesar de terem sido anorgasmáticas durante anos, desenvolveram a capacidade de sentir orgasmo em torno dos 35-38 anos de idade. Concorrem para isso uma série de fatores circunstanciais, desde a estabilidade econômica e profissional, a melhora da satisfação no relacionamento com o parceiro, o bem estar emocional, até o encaminhamento adequado dos filhos, etc.



Transtornos do Desejo Sexual

Freqüentemente acompanhando os Transtornos do Desejo Sexual, onde se inclui a Frigidez ou Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo, coexiste o Transtorno da Excitação Sexual Feminina e o Transtorno Orgástico Feminino. A pessoa com Transtorno da Excitação Sexual Feminina pode ter pouca ou nenhuma sensação subjetiva de excitação sexual. Pelo DSM.IV, esse transtorno pode resultar em intercurso doloroso, esquiva sexual e perturbação de relacionamentos conjugais ou sexuais.

Um estágio agravado do Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo é o Transtorno de Aversão Sexual. Pelo DSM.IV, a característica essencial do Transtorno de Aversão Sexual é a aversão e esquiva ativa do contato sexual genital com um parceiro sexual. Para esse diagnóstico a perturbação (Aversão) deve causar acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal. O paciente com Transtorno de Aversão Sexual relata ansiedade, medo ou repulsa ao se defrontar com uma oportunidade sexual com um parceiro.

A aversão ao contato genital pode concentrar-se em um determinado aspecto da experiência sexual (por ex., secreções genitais, penetração vaginal). Alguns indivíduos experimentam repulsa generalizada a quaisquer estímulos sexuais, inclusive beijos e toques. A intensidade da reação do indivíduo quando exposto aos estímulos aversivos pode variar desde uma ansiedade moderada e falta de prazer, até um extremo sofrimento psicológico.
Portanto, o desejo sexual pode sofrer alterações, mais freqüentemente alterações para menos, ou seja, no sentido de uma Hipofunção Sexual. Vejamos.


Afloramento e esmaecimento do Desejo Sexual

Nos homens, há um grande aumento do Desejo Sexual durante a puberdade, conseqüente ao expressivo aumento da concentração de testosterona (hormônio masculino). Alguns autores costumam dizer que, na idade adulta, de forma extremamente variável entre as diferentes pessoas, esse Desejo Sexual começa a declinar. Em nossa opinião, esse Desejo Sexual começa sim, a mudar de consistência ou de natureza.

No amadurecimento do sexo masculino o Desejo Sexual vai, progressivamente, perdendo sua natureza impulsiva e instintiva e adquirindo, também progressivamente, um caráter afetivo, ou seja, vai deixando de ser uma atividade sensitiva para tornar-se uma atividade sentimental.

Essa sexualidade sentimental é, de fato, uma sexualidade diferenciada. Nesta situação o Desejo Sexual passa a ser comandado muito mais pela Motivação Sexual (afetiva) do que pelo Impulso Sexual (biológico) e, sendo assim, as circunstâncias capazes de influir na Motivação Sexual terão uma repercussão muito maior na sexualidade. Nessa fase passa a ser muito mais importante, por exemplo, a afetividade que a pessoa nutre em relação ao seu objeto de desejo. Em épocas mais precoces, quando era o Impulso Sexual a maior motivação, era quase suficiente apenas a simples disponibilidade para o sexo.

Na mulher, por sua vez, a sexualidade sentimental e diferenciada já se manifesta desde a puberdade. É, talvez, devido à essa diferença qualitativa da sexualidade feminina que, na maioria das vezes, costuma haver aumento do Desejo Sexual com o passar dos anos, atingindo um ápice depois dos 40 anos. É por essa ocasião que o componente afetivo que une a mulher ao seu homem costuma estar mais estável e sereno, portanto, melhor ao seu Desejo Sexual sentimental. O inverso pode acontecer, quando então há, antes do decréscimo da sexualidade, uma perda afetiva em relação ao parceiro(a).


Causas do Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo
Dois subtipos de Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo podem ser observados: aquele com início paulatino ao longo da vida versus aquele abruptamente adquirido. Quanto aos fatores etiológicos (causais) estes podem ser: devido a Fatores Psicológicos, devido a Fatores Orgânicos e devido a Fatores Combinados.
Com o envelhecimento há diminuição do Impulso Sexual, através do componente biológico do desejo sexual, mas também pode estar comprometido a Motivação e a Aspiração sexuais. Esta perda pode refletir um processo orgânico geral ou, muito comumente, uma perda na capacidade de sentir prazer (anedonia), sintoma habitual das depressões.


 Causas Orgânicas para o Desejo Sexual Hipoativo

  • Função hipotalâmica-hipofisária anormal. Isso resulta na diminuição do Fator de Liberação de LH (hormônio luteinizante), com conseqüente diminuição de seu nível sérico e simultâneo aumento de prolactina. Este último um hormônio muito relacionado ao desinteresse sexual. 

  •  Anomalias testiculares capazes de produzir uma diminuição de testosterona.

  •  Diminuição de testosterona ovariana e/ou supra-renal na mulher.

  •  Enfermidades sistêmicas, tais como a insuficiência renal crônica com conseqüente diminuição de gonadotrofinas, a cirrose hepática com a conseqüente atrofia testicular e transformação de androgênios em estrogênios, a Síndrome de Cushing, com a conseqüente diminuição de testosterona plasmática, a insuficiência supra-renal, o hipotiroidismo e as enfermidades debilitantes. 

  •  Medicamentos e drogas. Nessa categoria dos agravantes da hipofunção sexual está o álcool, em primeiro lugar, 
  • os tranqüilizantes, 
  • os anti-hipertensivos, tais como a metildopa (Aldomet), reserpina, clortiazidas, clonidina, espironolactona, 
  • beta bloqueadores como o propranolol; 
  • os anti-depressivos, principalmente os tricíclicos, 
  • os inibidores da MAO e o carbonato de lítio, também a cimetidina (Tagamet), sulpirida, metoclopramida (Plasil), metronidazol (Flagil), a maconha, as anfetaminas (anorexígenos usados em regimes alimentares), a cocaína e o craque.


 Causas Psicopatológicas para o Desejo Sexual Hipoativo
- Transtornos de Estresse
- Depressão
- Transtornos de Ansiedade (incluindo Pânico, Fobias, etc.)

A relação entre Depressão e alterações sexuais é conhecida há tempos, e entre essas alterações a mais comum é a diminuição do desejo sexual. Essa relação fica clara quando se percebe haver uma melhora do quadro sexual ao se tratar a depressão. Entre os pacientes deprimidos passa de 70% aqueles que se queixam de diminuição da libido.

  Causas Psicológicas para o Desejo Sexual Hipoativo
- Valorização dos aspectos negativos da sexualidade
- Temor da intimidade
- Temor do compromisso ou gravidez
- Temor de obter um prazer "proibido e pecaminoso"
- Temor de alguma represália pelo ato sexual


 Causas Psicossociaiss para o Desejo Sexual Hipoativo
- Parceiro sexual insatisfatório
- Atividade sexual insatisfatória
- Excesso de preocupações com a vida em geral
- Excesso de preocupações em proporcionar prazer a(o) companheira(a)




Ballone GJ - Desejo Sexual - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br , revisto em 2008

Estudo bíblico - A Importância da Sexualidade no Casamento

Quando Deus fez o primeiro casal, incluiu em sua estrutura emocional e física, os órgãos e o instinto sexual. E o fez com propósitos muito e... 



Quando Deus fez o primeiro casal, incluiu em sua estrutura emocional e física, os órgãos e o instinto sexual. E o fez com propósitos muito elevados, como tudo que o Criador realizou. Dessa forma, a sexualidade faz parte da vida de qualquer ser humano. Dela, ninguém pode se afastar.
Quando alguém diz que é homem ou mulher, está implícita a idéia de sexo, de modo natural. 
No casamento, a sexualidade exerce papel fundamental, indispensável para o bom relacionamento entre os cônjuges, dentro do plano de Deus para o matrimônio. Vamos refletir um pouco sobre esse importante assunto.

1. A VISÃO BÍBLICA DO SEXO

O sexo foi feito por Deus
- Deus fez o homem, incluindo o sexo, e "viu que tudo era bom", Gn 1.31. As mãos que fizeram os olhos, o cérebro, também fizeram os órgãos sexuais. Aquele que criou a mente, também criou o instinto sexual.
- Jesus, mesmo em sua missão divina, era homem normal, incluindo a sexualidade Lc 2.21-23

O plano de Deus em relação ao sexo
- Deus quis, na sua soberania, que o homem participasse DIRETAMENTE da obra da Criação, através da procriação, dando-lhe instrumentos maravilhosos que são os órgãos e o instinto sexual. Nesse plano, observamos os seguintes aspectos, dentro da vontade de Deus:

1) O uso dos órgãos sexuais é privativo dos casados.
- A ordem de crescer e multiplicar foi dada a um casal, Gn 1.27,28.
- Deus não achou bom que o homem vivesse só, Gn 2.18,24; Sl 68.6;113.9.
- O homem é convidado a desfrutar o sexo com a sua mulher, Ct 4.1-12.

2) A relação sexual do cristão.
- Sua natureza foi prevista por Deus, Gn 1.27-28; 2.24. Portanto, não era, nem é e nem será pecado dentro dos princípios de Deus, Hb 13.4.
- Sua finalidade foi da procriação, Gn 1.27, 28; da satisfação (bem-estar, prazer, gozo), Dt 24.5; Pv 5.18-23; Ec 9.9; Ct 4.1-12;7.1-9; do ajustamento mútuo entre marido e mulher,1 Co 7.1-7: a) O princípio da prevenção (v.2); b) O princípio do direito mútuo (ou do dever) (v.3); c) O princípio da autoridade mútua (v.4); d) O princípio do hábito (v. 5).
- Sua funcionalidade foi para ser exclusiva, Gn 2.24; Pv 5.17; alegre, Pv 5.18); santa, Hb 13.4; natural, Ct 2.6; 8.3 (isto é, sem acessórios).

2. AS PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE SEXO
a) O casal pode fugir da rotina do “feijão com arroz”? Sim, o casal pode e deve quebrar a rotina e monotonia da vida a dois com criatividade e improviso. O casal de Cantares é capaz de se relacionar fora de seu leito conjugal, 3.4; de sair pra jantar, 2.4; de apreciar uma dança particular e privada, 6.13; de sair de férias ou a passeio, 2.10-13; 4.8; 7.11,12.

b) O local do ato sexual tem alguma influência sobre o desejo sexual? Sim, em Cantares encontramos um ambiente favorecedor da relação sexual. A casa arrumada ao gosto dela conforme a preferência dele, Ct 1.17; o quarto deve ser o Santo dos Santos do amor conjugal. É o lugar da nudez moral, psicológica e física, Ct 1.4; a cama que deve ser o altar desta entrega de amor, Ct 1.16b.

c) Quais os limites entre um casal dentro de quatro paredes? Vale tudo? Pode sexo oral e anal? Mesmo sabendo que muitos líderes pensam de modo diferente, exponho aqui o que penso: Primeiro, à luz do texto de 1 Co 7 o “corpo” da mulher pertence ao marido e vice-versa; Segundo, a lei do amor deve ser aplicada, pois amor não gera constrangimentos. Ou seja, o limite do que se pode fazer com o cônjuge será o amor em respeito a heranças psicológicas, morais, familiares ou religiosas; Terceiro, o texto de Romanos 1 trata de homossexualismo feminino e masculino e outras perversões sexuais, não do sexo anal; Quarto, o texto de Ct 7.3 refere-se a genitália (traduzida por umbigo) como taça onde o marido bebe seu vinho. Portanto, esta é uma decisão que só compete a cada casal tomar entre si e diante de Deus ante estas verdades expostas.

d) O casal pode usar revistas ou filmes pornográficos  e outros acessórios para esquentar a relação? Revistas e filmes eróticos, vibradores, chicotes, etc, não são coisas naturais. Quando a Bíblia está falando de prazer sexual, está falando de coisas naturais. Estes acessórios induzem a fantasia fora da pessoa e corpo de seu cônjuge. Isto é perigoso!

e) Filhos pequenos atrapalham a relação sexual? Não atrapalham quando a mulher sabe separar seu papel de mãe e esposa. Sendo assim, ela saberá a hora de cada uma das coisas.

f) Qual a freqüência da relação sexual entre o casal cristão? Esta é uma decisão particular de cada casal conforme suas carências, lembrando sempre do princípio de 1 Co 7 (não se recusarem por muito tempo). Quando o princípio da mutualidade é praticado o conjuge não vai para a cama só quando está com vontade, mas quando o outro também está. Isto é solidariedade erótica!

g) É pecado se masturbar? A automasturbação é um infantilismo psicológico prejudicial. Foge do principio do prazer mútuo da conjugalidade. Ec 9.9.

h) Por que muitas mulheres não chegam ao orgasmo? Porque muitos homens desconhecem as preliminares do ato sexual ou os pontos G´s da mulher. Se ele conhece e sabe, é um egoísta e sem amor. Não está cumprindo Pv 5.19.

i) O que fazer quando o marido só procura a mulher quando quer e leva meses?  Ela deve conversar com ele francamente sobre sua necessidade sexual e procurar ser mais sedutora.

j) O que uma mulher deve fazer para sentir orgasmo? Conversar francamente com o marido para que ele seja paciente e longanimo na relação, ou seja: se segure por mais tempo; e no ato, que a mulher leve-o aos pontos de seu corpo que lhe dão mais prazer.

l)  Por que ao conversarmos sobre sexo ficamos excitados? Simplesmente por causa do psicológico. Sexo é o psicológico utilizando-se do biológico.


CONCLUSÃO

O homem cristão precisa compreender o valor da sexualidade, e ser grato a Deus por isso. Faz-se necessária uma visão abrangente do tema, de modo a não se deixar levar por conceitos e preconceitos que só fazem prejudicar o bom relacionamento entre as pessoas, principalmente entre marido e mulher, a quem Deus concedeu a bênção da união conjugal, como algo belo, santo e agradável, não só com finalidade procriativa, mas como meio de obter um relacionamento estável, rico em alegria e prazer.


Sexo oral: legal ou imoral?


sexo_oral

Oi Pessoal! 
Podem vasculhar a Bíblia, os documentos da Igreja, os escritos dos santos… 
Até onde sei, não há qualquer referência a sexo oral. 
Então, como poderemos saber se esse ato, dentro do casamento, é moral ou imoral? 
Nenhuma carícia sexual é pecaminosa, desde que não substitua o ato sexual em si, ou seja, a penetração finalizando com o orgasmo do casal.
A Igreja ensina que o sexo entre o casal é abençoado quando feito dentro do casamento, e de acordo com o seu sentido pleno: realizar a função unitiva(favorecer a união e intimidade do casal) e procriativa
Para que a função procriativa não seja descartada, o ato sexual deve ser finalizado SEMPRE na vagina. A igreja também possui um método para que o casal tenha controle do ato no que se refere a procriação e planejamento de filhos, procure conhecer melhor esse método.

Qualquer coisa o casal tenha feito antes para chegar a esse objetivo, não é do interesse da Igreja. Por isso mesmo o Sagrado Magistério jamais se pronunciou sobre as carícias sexuais, somente sobre o ato sexual em si. 
Não esperem receber de Roma um manual detalhando sobre “sexo santo”, dizendo onde o marido pode botar a mão, onde a mulher pode botar a boca… Isso é irrelevante do ponto de vista doutrinário! O que interessa que o ato sexual seja colocado no seu devido lugar, praticado nas bases do casamento e que o prazer seja alcançado por ambos, ou se o marido for mais rápido que ele ajude ela a chegar ao ápice!  (não esqueça sua mulher sozinha).
Usando o bom senso, podemos concluir que, no caso do homem em relação à mulher, não há problema moral no sexo oral. No caso da mulher em relação ao homem, é preciso cautela: as carícias orais não são pecaminosas, desde que realizadas como PRELIMINARES; o orgasmo do homem não deve ser atingido fora da vagina. 
Além de chegar a essas conclusões pelo simples uso da lógica, podemos consultar “Manual de Teologia Moral” do Padre Teodoro da Torre Del Greco, O.F.M., Doutor em Direito Canônico. Del Greco é um especialista em moral católica, um dos mais célebres e respeitados.

Os atos incompletos. Podem ser, por exemplo, os atos imperfeitos de luxúria (beijos, abraços, toques, olhares, etc.), os quais dispõem os cônjuges ao ato conjugal.
a) Se se referem ao ato conjugal no sentido de constituirem preparação para este, são sempre permitidos, quer no próprio corpo, quer no corpo da outra parte.
Devem, porém evitar os cônjuges que de tais atos por serem muito prolongados resulte uma polução, ainda que não voluntária.”
 DEL GRECO. “Manual de Teologia Moral”
Antes de terminar, vale lembrar mais uma vez, que tudo isso só vale pra casados.





Uma das causas que dificulta a vida de muitos casais é o seu mau relacionamento sexual.

A vida sexual do casal é importante para que marido e mulher se completem e sejam felizes. O despreparo nesse campo leva muitos casais à separação. O que falta na verdade, por parte dos casais, é o conhecimento exato do sentido e do fim da vida sexual. A maioria das pessoas não recebeu educação sexual sadia e, muitas vezes, aprendeu sobre sexo de maneira inadequada: nos filmes, com a prostituta nas revistas pornográficas, com pessoas despreparadas ou, o que é pior, maliciosas…

Não há legítima vida sexual sem a vivência do amor. Assim como você dá uma flor, um presente, um beijo, para manifestar o seu carinho à sua esposa, vocês se doam fisicamente para manifestar um ao outro o seu amor  e se multiplicarem. Sem as dimensões unitiva e procriativa o sexo perde o seu sentido. Hoje, mais do que nunca o sexo é vilipendiado, explorado, vendido e corrompido. A mulher se deixa usar e vender como simples mercadoria de consumo e de prazer. Basta olhar para os anúncios comerciais.

Por causa de toda essa destruidora exploração sexual, muitos se casam com o objetivo quase exclusivo de obter sexo “oficializado” e permanente. Grande ilusão que rapidamente se desfaz. A vida sexual do casal, se não for manifestação intensa de todo o seu amor, em pouco tempo poderá ser motivo de desilusão e até de separação do casal. Conheço casais que, com menos de um ano de casados, já estavam desiludidos com a vida sexual.

Para que o casal tenha um saudável ajustamento sexual, é preciso que vença três obstáculos: a ignorância, o medo e o egoísmo.

Antes de tudo, o casal deve se conscientizar de que o sexo é belo e legítimo no casamento, enquanto manifestação do amor conjugal. Não existe nada mais deplorável do que um casal que expõe seu relacionamento sexual aos amigos, como se isso fosse vantagem. O ato conjugal só pertence ao casal e a sua intimidade deve ser inviolável.

O que é válido no ato sexual do casal? Aquilo que é natural. Não é natural o sexo anal; logo não é moral. É legítimo que o marido prepare a mulher com as carícias que ela precisa e que aceita para chegar ao orgasmo com ele. O importante é que o ato sexual seja consumado de maneira natural, normal, com a possibilidade de estar aberto a uma nova vida. O casal  não precisa ir para um motel para viver bem a vida sexual; ali é um lugar de pecado (adultério e fornicação) e o casal cristão não pode frequentar esses lugares e fomentar a sua propagação.
São Paulo diz: “O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e ela da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido. A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence a seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor de seu corpo ele pertence à sua esposa. Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente Satanás por vossa incontinência” (I Cor 7,3-5).

São Paulo deixa claro a legitimidade e a importância da vida sexual no casamento. É interessante notar que ele diz que o corpo do marido pertence à mulher, e vice-versa; ele não diz que o corpo da  namorada pertence ao namorado ou da noiva pertence ao noivo.

Quantos jovens, no namoro brincam com o sexo e depois abortam o próprio filho! Quantos maridos se emporcalham com as prostitutas e depois vêm trazer suas doenças venéreas para a esposa! Quantas crianças são abandonadas nos orfanatos pela irresponsabilidade de um ato sexual fora do casamento! Pegue o jornal e verá as conseqüências do sexo fora do casamento. E essa lista poderia ser mais ampliada ainda. Veja a Aids… Não se iluda: fora do plano de Deus, o sexo se torna um vício como outro qualquer, e como todo viciado é insaciável, também o marido viciado em sexo não se satisfará apenas com uma mulher.

Vivendo a vida sexual apenas com sua esposa você nunca terá a consciência pesada por ter prostituído uma mulher, ou gerado uma mãe solteira e um filho que não conhecerá o pai. Com a sua esposa, você nunca contrairá uma terrível sífilis, blenorragia ou cancro, e nem estará correndo o risco de levar um tiro por estar adulterando com a mulher do próximo. Não é à toa que Jesus ensina a cortar o mal pela raiz, isto é, na intenção do olhar “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5, 28).

Se você deseja ser fiel a seu cônjuge, exercite desde já a fidelidade do pensamento e do olhar. O leito do casal é o único lugar em que o sexo é vivido legitimamente. “Vós todos considerai o matrimônio com respeito, e conservai o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros” (Hb 13,4).


É necessário um verdadeiro aprendizado para o ajustamento sexual do casal. Como em tudo, o sexo na mulher é diferente do sexo no homem, e ambos se completam. Um amigo meu dizia que o homem é como o “fogão a gás”, a qualquer hora se acende rapidamente, enquanto a mulher é como o “fogão à lenha”, gasta mais tempo e paciência para ser aceso. Deus quis assim com a Sua sabedoria e amor. O impulso sexual no homem é vulcânico e estimulado pelo olhar, enquanto que a mulher reage a atos, a palavras gentis e às carícias.  As emoções da mulher são menos eruptivas que as do homem, mas, depois de algum tempo, são igualmente intensas e têm a capacidade de “queimar” durante mais tempo e de alcançar o clímax mais devagar, extinguindo-se mais lentamente.

O segredo da harmonia sexual está em o casal atingir o clímax do prazer sexual (orgasmo) juntos. Isso exige de ambos treinamento, autocontrole por parte do marido e uma atitude mental adequada da esposa.


Agora quero falar a você, esposa. 

A frigidez, na maioria das vezes, é de origem psicológica. Por um processo de reeducação, você pode aprender a vencer suas inibições que, com freqüência, a impedem de alcançar o orgasmo sexual. Você precisa afastar de sua mente qualquer preconceito prejudicial ou que a leva a considerá-lo como algo mau. Por causa da reação negativa da esposa, muitos maridos acabam caindo nos braços de outra mulher. Não destrua o seu casamento por causa do comodismo e má vontade. Nos dias em que você não tem realmente condições para o ato sexual, seja franca e diga a seu marido, mas não se negue a ele constantemente. Saiba conversar com ele francamente sobre esse assunto. Se você sentir que seu relacionamento se torna apenas uma obrigação, sem alegria, procure a orientação de um conselheiro cristão. Deus tem coisas melhores para você.

Agora gostaria de falar um pouco a você, marido. 

Uma coisa que você precisa exercitar é o autocontrole, no esforço de tornar verdadeiramente profunda e enriquecida a sua relação conjugal. Você pode obter satisfação física de forma bem simples, mas se a sua esposa não experimentar essa satisfação, então o seu casamento não alcançará o ajustamento. As mulheres reagem ao sentimento carinhoso e às palavras gentis. Inicie a preparação do ato conjugal desde o café da manhã, manifestando o seu amor pela sua esposa. Ao chegar do trabalho, não deixe de cumprimentá-la com um beijo carinhoso. O ato conjugal é preparado durante todo o dia. Há maridos que maltratam as esposas durante o dia todo e à noite querem ter um perfeito ato conjugal com ela. É claro que ela vai dizer não. Lembre-se: o sexo é manifestação do amor. Procure levar sua esposa ao clímax do prazer sexual, em vez de somente satisfazer seus próprios desejos. À medida que você a satisfizer criará nela um maior desejo pelo ato e assim, ao dar amor, você receberá amor de volta. Prepare pacientemente sua esposa para o ato conjugal. Enquanto ela não manifestar que está preparada, não concretize o ato. Depois, não se apresse em se afastar dela. Para ela, faz parte da satisfação a proximidade física com o marido.


O importante é lembrar sempre que o ato conjugal é a celebração do amor. Sem uma vida amorosa, um casal nunca terá harmonia sexual. Na liberdade do amor tudo poderá ser vivido, respeitando-se a natureza, a dignidade do outro e a lei de Deus.
Prof. Felipe Aquino

 http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2012/07/21/a-vida-sexual-do-casal/


Sexualidade no Matrimônio




Categoria: Família - Sociedade 


O hinduísmo, por exemplo, tem um manual de práticas sexuais, o famoso “Kama Sutra”. Porque essa religião oriental assim o fez? Podemos nós católicos nos utilizar desse manual?
Para os hindus, os pilares da vida material são Artha (economia e riqueza), Kama (estética e prazer), Dharma (justiça e religião) e Moksha (liberação), devendo o hindu que busca o equilíbrio investir igualmente em todas essas áreas. Para o hinduísmo, não existe o conceito de salvação pela graça, o homem deve trilhar seu caminho, com práticas religiosas, orações, yoga, ascese, até conseguir atingir – por esforço próprio – o nirvana, superando o ciclo de reencarnações.
As orientações contidas no Kama Sutra estão permeadas de filosofias e ensinamentos da religião hindu, além do que, nem todas as práticas recomendadas serão compatíveis com a moral católica, o que o descarta como possível manual de sexualidade pelo casal católico.
O catolicismo, por outro lado, não tem um manual de práticas sexuais. Não há listas, muito menos ilustrações, do que é lícito ou não. A moral católica trabalha com conceitos e princípios, que nós, através de um exercício mental, devemos aplicar.
Para termos a real noção do que é a sexualidade no matrimônio, podemos iniciar com os seguintes questionamentos:
O que significa o matrimônio e a relação sexual no plano divino? Para que Deus os criou? Qual a Sua intenção? Qual o modelo que temos para viver a relação sexual no matrimônio? Qual o contexto que me realiza como pessoa na vivência da relação sexual?
Primeiramente, cabe desfazer o mito de que “sexo é sujo”.
“Seja bendita a tua fonte! Regozija-te com a mulher de tua juventude, corça de amor, serva encantadora. Que sejas sempre embriagado com seus encantos e que seus amores te embriaguem sem cessar! ” (Provérbios 5,18-20)
O casamento não é uma questão periférica na vida cristã, mas sim, encontra-se no centro do mistério. Por meio de sua analogia, comunica o mistério de Deus.

“A Sagrada Escritura começa com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus e conclui com uma visão das ‘núpcias do Cordeiro’. As Escrituras falam do começo ao fim sobre o casamento e seu ‘mistério’, sua instituição e o significado que Deus lhe deu, sua origem e seu fim, … as dificuldades em se erguer do pecado, e sua renovação ‘no Senhor’”. Do começo ao fim do Antigo Testamento, o amor de Deus por seu povo é descrito como o amor de um esposo por sua noiva. No Novo Testamento, Cristo encarnou este amor. Ele veio como o Noivo Celeste para unir-se indissoluvelmente à sua Noiva, a Igreja.[1]
Diz o Papa João Paulo II: “Neste mundo inteiro não há uma imagem mais perfeita da União e Comunidade de Deus. Não há nenhuma outra realidade humana que corresponda melhor, humanamente falando, àquele mistério divino”[2].
O Sacramento do matrimônio consiste, basicamente, na livre troca de consentimento adequadamente testemunhada pela Igreja. A união sexual consuma este sacramento — completa, aperfeiçoa. Através da união sexual, portanto, as palavras dos votos matrimoniais tomam corpo. Para que a união sexual seja legítima, no matrimônio, são requisitos a livre concordância com uma união de amor indissolúvel, fiel e aberta aos filhos.
O ato sexual deve atender a dois aspectos, o unitivo e o procriativo. O unitivo reflete o dom de entrega total entre os esposos, e o procriativo implica na abertura à geração de filhos.
“O corpo tem um significado esponsal porque revela o chamado do homem e da mulher a se tornarem dom um para o outro, um dom que se realiza plenamente na sua união de ‘uma só carne’. O corpo também tem um significado generativo que, se Deus permitir, traz um “terceiro” através desta união.” [3]
Sobre a moralidade do sexo no matrimônio, Christopher West escreve, baseando-se nas catequeses de João Paulo II (grifos meus):

João Paulo II diz que nós “podemos falar sobre moral bem ou mal” no relacionamento sexual “de acordo com o quanto ele possui… ou não o caráter de verdadeiro sinal”. Em resumo, nós somente precisamos fazer a seguinte pergunta: Seria um determinado comportamento, um autêntico sinal do amor divino ou não? A união sexual possui uma “linguagem profética” porque ela proclama o próprio mistério de Deus. Mas o Papa acrescenta que precisamos ser cuidadosos em distinguir entre verdadeiros e falsos profetas. Se somos capazes de dizer a verdade com o corpo, também somos capazes de falar contra esta verdade.
A fim de serem “fiéis ao sinal”, os esposos precisam falar como Cristo fala. Cristo dá seu corpo livremente (”Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar”, Jo 10,18). Ele dá seu corpo sem reservas (”até o extremo os amou”, Jo 13,1). Ele dá seu corpo fielmente (”Eu estarei sempre convosco”, Mt 28,20). E ele dá seu corpo fecundamente (”Eu vim para que tenham vida”, Jo 10,10).
É com este amor que o casal se compromete no matrimônio. De pé ante o altar, o padre ou diácono pergunta a eles: “Vocês vieram aqui livremente e sem reservas para darem-se um ao outro em casamento? Vocês prometem ser fiéis até a morte? Vocês prometem receber com amor os filhos que Deus vos der?” Então, tendo concordado em amar como Cristo ama, o casal é destinado a encarnar tal amor em sua relação sexual. Em outras palavras, a união sexual é destinada a ser o lugar onde as palavras dos votos matrimoniais “se tornam carne”.
Quão saudável seria um casamento se os esposos, ao invés de encarnar seus votos, fossem regularmente infiéis aos mesmos, regularmente falando contra eles? Aqui reside a essência do mal da contracepção. O desejo de evitar uma gravidez (quando há razões suficientes para isso) não é o que corrompe o comportamento dos esposos. O que corrompe o sexo acompanhado de contracepção é a escolha específica de tornar estéril uma união potencialmente fértil. Isto torna o sinal do amor divino um “contra-sinal”.
O amor divino é generoso; ele gera. E, para tornar mais simples, é por isso que Deus nos deu genitais - para capacitar os esposos a refletir em seus corpos (a “encarnar”) uma versão terrena de seu amor livre, total, fiel e fecundo. Quando os esposos escolhem usar contracepção - isto é, quando eles adulteram voluntariamente o potencial criativo de sua união - eles se tornam “falsos profetas”. Seu ato sexual continua “falando”, mas ele nega o vivificante amor de Deus.
Mas, é possível a paternidade responsável sem ferir a moral católica? A resposta pode ser encontrada na Constituição Pastoral Gaudium et Spes, que também enfoca a necessidade de cada casal formar sua consciência, sempre sob a orientação do magistério da Igreja. É o dever de cada casal aplicar estes princípios básicos em suas situações particulares.

"Os esposos sabem que no dever de transmitir e educar a vida humana que deve ser considerado como a sua missão específica , eles são os cooperadores do amor de Deus Criador e como que os seus intérpretes. Desempenhar-se-ão, portanto, desta missão com a sua responsabilidade humana e cristã; com um respeito cheio de docilidade para com Deus, de comum acordo e com esforço comum, formarão retamente a própria consciência, tendo em conta o seu bem próprio e o dos filhos já nascidos ou que prevêem virão a nascer, sabendo ver as condições de tempo e da própria situação e tendo, finalmente, em consideração o bem da comunidade familiar, da sociedade temporal e da própria Igreja. São os próprios esposos que, em última instância, devem diante de Deus, tomar esta decisão. Mas, no seu modo de proceder, tenham os esposos consciência de que não podem proceder arbitrariamente, mas que sempre se devem guiar pela consciência, fiel à lei divina, e ser dóceis ao Magistério da Igreja, que autenticamente a interpreta à luz do Evangelho. Essa lei divina manifesta a plena significação do amor conjugal, protege-o e estimula-o para a sua perfeição autenticamente humana. Assim, os esposos cristãos, confiados na divina Providência e cultivando o espírito de sacrifício, dão glória ao Criador e caminham para a perfeição em Cristo quando se desempenham do seu dever de procriar com responsabilidade generosa, humana e cristã. Entre os esposos que deste modo satisfazem à missão que Deus lhes confiou, devem ser especialmente lembrados aqueles que, de comum acordo e com prudência, aceitam com grandeza de ânimo educar uma prole numerosa.
No entanto, o matrimônio não foi instituído só em ordem à procriação da prole. A própria natureza da aliança indissolúvel entre pessoas e o bem da prole exigem que o mútuo amor dos esposos se exprima convenientemente, aumente e chegue à maturidade. E por isso, mesmo que faltem os filhos, tantas vezes ardentemente desejados, o matrimônio conserva o seu valor e indissolubilidade, como comunidade e comunhão de toda a vida". [5]
Diz ainda, o Catecismo da Igreja Católica:
"A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em compensação, é intrinsecamente má "toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação" (CIC 2370).
Importante que se ressalte que a fim de que a paternidade seja “responsável”, a decisão de evitar a união sexual durante o período fértil ou a decisão de se entregar à união sexual durante o período fértil não pode ser motivada pelo egoísmo.
Se um casal está em dúvida quanto às suas razões e práticas, é certamente recomendável procurar um sábio aconselhamento, de preferência com um sacerdote. Mas a responsabilidade da decisão recai, em última instância, sobre o casal.
Da mesma forma quando o assunto se volta para as práticas sexuais: o importante não é ficar classificando práticas (isso pode, isso não pode), mas se ter a noção do que é essencial: a abertura à vida, e a indissociabilidade dos dois fins da união sexual entre um homem e uma mulher que se amam, se respeitam, se entregam - não usam o corpo do outro de forma egoísta para obter satisfação.
Listamos abaixo alguns tópicos que são objeto de dúvidas recorrentes entre nossos leitores, através do “fale conosco”, a fim de ajudar nossos leitores a aplicar os princípios acima abordados.
Sexo Oral X Carícia Oral.
No chamado "sexo oral", a finalização ocorre de forma e em lugar antinatural, desvirtuando o ato, dissociando o fim unitivo do procriativo, pelo que é, em si, moralmente ilícito.
Já as carícias orais são feitas com a boca no corpo do cônjuge, como preliminares. A finalização do ato, no entanto, ocorre de forma e no lugar natural. Poderão ser moralmente lícitas, se combinadas com todo o contexto da união sexual abordado anteriormente.  Tais carícias são espécie do gênero ato incompleto, que é definido pelo moralista Del Greco como segue:
Os atos incompletos. Podem ser, por exemplo, os atos imperfeitos de luxúria (beijos, abraços, toques, olhares, etc.), os quais dispõem os cônjuges ao ato conjugal.

a) Se se referem ao ato conjugal no sentido de constituirem preparação para este, sãpo sempre permitidos, quer no próprio corpo, quer no corpo da outra parte.

Devem, porém evitar os cônjuges que de tais atos por serem muito prolongados resulte uma polução, ainda que não voluntária.

Se a esposa com a cópula não se satisfaz plenamente, [o marido] pode procurar complementar com toques, seja imediatamente antes ou imediatamente depois do ato.[6]
Pornografia.
Antes de abordar diretamente o caráter imoral da pornografia, relevante mencionar que, uma vez que a sexualidade humana é facilmente 'condicionada', quando alguém se acostuma a se 'excitar' de um certo modo, com o passar do tempo, tende a necessitar desse estímulo particular. O uso constante de pornografia pelo casal tem esse efeito de reforçar a atitude de usar o corpo da outra pessoa para o próprio prazer, e não mais ver o outro como uma pessoa completa: corpo, alma e espírito. A relação pode descambar para uma espécie de sessão masturbatória em conjunto, com o corpo do outro como instrumento.
Além e independentemente disso, a pornografia é uma prática imoral, de vez que se vale da imoralidade alheia. Homens e Mulheres nus, relações sexuais explícitas na frente das câmeras - usando uns aos outros, sem serem casados, e, mesmo que os atores sejam casados, numa falta de pudor - são pecados. Como pode o cristão pretender excitar-se com o pecado alheio, ser indiferente ao fato de que pessoas vão para o inferno, e até mesmo realizar-se com isso?
O Catecismo da Igreja Católica é bem claro: “A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros, para exibi-los a terceiros, de maneira deliberada. Ela ofende a castidade, porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes, público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito. Mergulha uns e outros na ilusão de um mundo artificial. É uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de materiais pornográficos”. (CIC §2354).
Por fim, além de ser um grave pecado e levar ao vício, a pornografia intensifica a vontade de buscar só a própria satisfação, ao invés de servir a outra pessoa, indo contra a dignidade do ato conjugal.
O casal católico deve abster-se de toda e qualquer prática que atente contra a dignidade do ato conjugal. Em síntese: Uma relação sexual entre um casal casado, mas em que os cônjuges, ao invés de se unirem em uma entrega real, somente usam o corpo do outro como mero objeto e instrumento de prazer, mesmo que esteja "dentro dos conformes", ou seja, finalização do sexo da forma e no local natural, sem o uso de métodos contraceptivos, é uma mera masturbação a dois, tão ilícita quanto.
Como adequar a prática sexual à moral católica, no caso de uma conversão tardia? A resposta vem do Conselho Pontifício para a Família:
Os esposos cristãos são testemunhas do amor de Deus no mundo. Devem, portanto, estar convencidos, com a ajuda da fé e até contra a experimentada fraqueza humana, que, com a graça divina, é possível observar a vontade do Senhor na vida conjugal. O recurso freqüente e perseverante à oração, à Eucaristia e à Reconciliação é indispensável para ter o domínio de si.[7]
Alguns católicos decidem arriscar-se, ir bem próximo dos limites, brincar com fogo. Fica a lição bíblica:
“Porventura pode alguém esconder fogo em seu seio sem que suas vestes se inflamem? Pode caminhar sobre brasas sem que seus pés se queimem?” (Provérbios 6, 27-28)



[1] WEST, Christopher. Uma Teologia Básica do Casamento. Tradução de Fabrício Ribeiro. Disponível em : http://www.teologiadocorpo.com.br/Home/artigos/uma-teologia-basica-do-casamento
[2] Homilia na Festa da Sagrada Família, 30 de dezembro de 1988.
[3] MARIA, Julie. Conferência no I Congresso Internacional de Vida e Família (2008). Disponível em :http://pt.almas.com.mx/almaspt/artman2/publish/Teologia_do_Corpo_primeira_catequese_de_Jo_o_Paulo_II.php
[4] WEST, Christopher. Deus, Sexo e Bebês: O que a Igreja realmente ensina sobre paternidade responsável. Tradução de Fabrício Ribeiro. Disponível em:http://www.teologiadocorpo.com.br/Home/artigos/deus-sexo-e-bebes-o-que-a-igreja-realmente-ensina-sobre-paternidade-responsavel
[5] Gaudium et Spes, nº 50  - http://www.veritatis.com.br/article/2669
[6] DEL GRECO, Pe. Teodoro Torre. Manual de Teologia Moral. Ed. Paulinas, 1958, p. 748.
[7] CONSELHO PONTIFÍCIO PARA A FAMÍLIA: VADEMECUM PARA OS CONFESSORES SOBRE ALGUNS TEMAS DE MORAL RELACIONADOS COM A VIDA CONJUGAL, Nº 3, ITEM 15.
http://www.veritatis.com.br/apologetica/familia-sociedade/908-sexualidade-no-matrimonio